31 mar/14

Entrevista com Marina Lima

postado por Diogo Branco

Nascida no Rio de Janeiro, Marina é autora e intérprete de grandes clássicos da música pop brasileira. Sua trajetória musical  teve início em 1977 quando Gal Costa gravou uma música de sua autoria, "Meu Doce Amor".Dois anos depois, lançou seu primeiro disco, chamado "Simples Como Fogo". Em mais de 30 anos de carreira, Marina passou por momentos delicados, ficou afastada por um tempo, mas deu a volta por cima.  
Em 2011 lançou o disco "Clímax'', e pouco tempo depois assumiu sua paixão pela literatura na forma de um presente a todos os seus fãs:
O livro "Maneira de Ser".

Marina Lima,
 que é indiscutivelmente uma das maiores cantoras do Brasil, esteve em Ribeirão Preto neste último final de semana, e cedeu uma entrevista ao Farofa Cultural, na qual comenta sobre sua carreira, seu novo livro "Maneira de Ser", e um pouco sobre sua vida pessoal.

Confira:



DIOGO BRANCO – Marina, “pra começar”, “eu preciso dizer que te amo” ( risos):  Sou músico e me sinto lisonjeado por poder conversar com a autora das canções que sempre se destacam em meu repertório. Quando seleciono as músicas para as minhas apresentações, tenho que ouvir seus CDs e sentir qual canção cairá melhor no meu show, mas é quase como uma obrigação ter pelo menos uma música sua no  repertório.
Em que momento da sua vida você percebeu que estava fazendo sucesso?
MARINA LIMA- A partir do disco Fullgás. Antes de "Fullgás" eu estava me apresentando e construindo uma rede. E em Fullgás tudo aconteceu. Parece que o Brasil todo, onde quer que eu fosse, no Sul e no Norte, entendia que eu estava propondo algo diferente. E gostava.
 
DIOGO BRANCO- Li seu livro “Maneira de Ser”, e posso dizer que, apesar de não ser uma biografia, revela muitos detalhes de quem você é, das histórias que você viveu e de tudo o que você pensa. Suas músicas, mesmo as compostas em parceria com Antônio Cícero, são muito auto-biográficas. Você acha que sua história está melhor descrita neste livro, ou em suas músicas ?
MARINA LIMA – Bem, esse livro só existe por causa das minhas músicas. Risos. Mas, em ambos os casos, a coisa mais importante são as escolhas. As escolhas do que deve ser dito, ser feito, esquecido, sublinhado. A partir disso e de um talento se constrói uma vida.

DIOGO BRANCO – Você se sentiu mais livre após escrever seu livro, ou seja, ele foi um passo libertador para a sua história?
MARINA LIMA – Eu acho que você matou a charada. Ele foi um passo libertador pra mim. A partir disso, estou gostando ainda mais de fazer show. Esse livro me reaproximou na minha música. 


 
DIOGO BRANCO – Você sente vontade de escrever mais?
MARINA LIMA- Olha, eu acho que vou me sentir a vontade quando eu perceber que eu tenho assuntos suficientemente interessantes para desmembrar. Já exercito isso volta e meia nos blogs que escrevo, tanto no meu site www.marinalima.com.br quanto no site As Meninas Online ( asmeninasonline.com ), onde também escrevo. Mas vamos ver...
 
DIOGO BRANCO – A cabala te ajudou a escrever o livro? Se sim, em que sentido?
MARINA LIMA- A cabala me ensina as regras espirituais do jogo da vida. Ela me ensina a ganhar nesse jogo. É claro que ajudou no livro, mas é muito mais do que isso.
 
DIOGO BRANCO – Você tem uma visão muito psicanalítica das coisas. Digo isso pelo que pude notar em seu livro e em suas entrevistas. Você usa essa visão a seu favor para compor suas canções?
MARINA LIMA - O tempo todo. Porque eu realmente funciono assim. Eu não consigo me expressar oralmente, com musica ou escrevendo sem eu sentir que há fundamento.  É preciso que as coisas tenham fundamento e lógica. É dai que vem a mágica pra mim.
 
DIOGO BRANCO –  Você teve algum ídolo que te inspirou a começar a se envolver com o mundo da música?
MARINA LIMA – Eu tive alguns que foram mudando para outras áreas também com o tempo. Comecei com Beatles, Tom Jobim, Tropicalismo, depois eu fui pra outros estilos musicais, e ainda depois disso fui influencida por poetas, artitas, pessoas que criam, que provocam. 
 
DIOGO BRANCO – A fama te incomoda? Se sim, em quais momentos?
MARINA LIMA- A fama não me incomoda. Porque eu nao me sinto pressionada. O que eu sou em grande escala corresponde a quem sou numa escala menor. Então, não é tão difícil, não me sinto fazendo nenhum tipo de número. basta ser eu mesma. O problema é o que eu digo: O tempo é escasso. Somos obrigados a priorizar o nosso tempo. A partir disso, às vezes, a fama pode me atrapalhar.
 
DIOGO BRANCO - A paixão pela escrita sempre esteve intrínseca às suas canções. A idéia de escrever um livro já esteve em pauta anteriormente, ou veio à tona apenas depois dos 50, idade em que você resolveu se mudar do Rio para São Paulo e renovar sua vida?
MARINA LIMA- A idéia do livro veio antes. Mas tudo isso é consequência de uma vontade de mudar, de abrir os horizontes.


 
DIOGO BRANCO – Como você encara a solidão? Os momentos em que está sozinha te trazem conforto?
MARINA LIMA- Sim. A minha vida tem fases mais agitadas. Agora, por exemplo, está numa fase assim. Eu não diria que eu sinto falta da solidão, mas de uma solitude que me inspira e que me da espaço para criar.
 
DIOGO BRANCO – O acidente com a sua voz me assustou muito, pois também uso minha voz como instrumento de trabalho, e imagino o quanto isso deve ter sido um tanto traumatizante em sua vida. Analisando atualmente, com outros olhos, quais mudanças esse acidente trouxe para sua vida e carreira? Houve o lado bom deste episódio ?
MARINA LIMA – Houve. Hoje em dia, eu realmente só faço o que eu quero. E esse problema já era.
 
DIOGO BRANCO – No final do seu livro, há uma receita de um drink. De onde surgiu essa idéia?
MARINA LIMA - É um drinque que eu e alguns amigos tomamos muito. Meu pai me ensinou a gostar de uisque, mas uisque puro é muito forte. Então, tomamos esse drinque. 
 
DIOGO BRANCO – Como você gostaria de ser lembrada pelos seus fãs ?
MARINA LIMA- Como sendo verdadeira e talentosa. 
 
DIOGO BRANCO – Para terminar, cite algum trecho de uma música qualquer que defina quem é Marina Lima hoje, ou o que está sentido.
MARINA LIMA- É uma musica nova. Um samba que eu fiz. E a frase pode ser "Meu amor mora na Gávea".
 
DIOGO BRANCO – Marina, muito obrigado pela entrevista. Sou seu fã de carteirinha, e este nosso bate papo aqui eu vou guardar para sempre, como um presente ou uma gentileza da vida.Grande beijo do seu fã, Diogo Branco.
MARINA LIMA- Prazer é meu também, Diogo. Um beijo, querido. Marina.
 

28 mar/14

Edvard Munch

postado por Diogo Branco

Criado em Oslo, Edvard Munch (1863-1944) estudou arte na Academia Real de Arte e Desenho, sob orientação do pintor naturalista Christian Krohg.
Durante as viagens que fez na França, Alemanha e Itália, ele foi influenciado pelo impressionismo e pelo simbolismo, especialmente pelo uso da cor e pelas formas  de Vicent van Gogh, Henri de Toulouse e Paul Gauguin.
Com o tempo, adotou uma técnica de pintura que o tornou um dos precursores do Expressionismo, que é considerada a arte do instinto, da pintura subjetiva, que tende a retratar os sentimentos humanos.


Muita gente nota traços semelhantes entre a pintura de Munch e a pintura de Vicent van Gogh (que foi de fato sua grande influência) e muitos fazem confusão. O quadro "O Grito", por exemplo, é de autoria de Edvard Munch, e foi totalmente inspirada em sua própria vida pessoal: Ele teve um pai controlador, que morreu junto com sua mãe seus irmãos quando Munch ainda era muito jovem. Outra irmã do pintor faleceu um pouco mais tarde devido a um quadro grave de tuberculose, fato que inclusive serviu de inspiração para um de seus quadros, intitulado " A menina doente" (abaixo). 
"O Grito" (1893) representa, portanto, um ícone da angústia existencial, e já chegou a ser vetado para mulheres grávidas durante sua primeira exposição, em 1903, por ser considerada como uma obra perturbadora pelos críticos da época.

quadro o grito

Além de expressar seus sentimentos e sua angústia através deste famoso quadro, Edvard também destacou suas decepções e melancolia em diversos outros quadros, tornando o "conflito existencial" sua principal fonte de inspiração.

"A doença, a loucura e a morte são os anjos que insistem em espiar sobre o meu berço" - Edvard Munch



" A Menina Doente" (1907) representa os últimos dias da irmã do pintor, que sofria de tuberculose.



O quadro " Amor e Dor" (1894) , quando finalizado, ganhou o apelido de "O Vampiro" por representar uma mulher que aparenta morder a nuca de um homem. Munch gostou do apelido e pintou várias versões do seu vampiro.

Fontes:
Sites
www.biography.com
www.edvard-munch.com
Livro:
"501 Grandes Artistas" ( Stephen Farthing)






26 mar/14

Hebe Camargo: Para sempre em nossos corações

postado por Diogo Branco

Uma bela exposição está acontecendo em Ribeirão Preto: "Hebe Camargo para sempre em nossos corações" contempla a maior apresentadora do Brasil. A exposição, realizada pelo SBT, está aberta gratuitamente no RBS Cultural do Ribeirão Shopping, onde você poderá encontrar exuberantes vestidos usados pela apresentadora, imagens holográficas, vídeos de sua carreira e o famoso sofá em que ela conduzia suas inesquecíveis entrevistas.
A exposição ficará aberta até o dia 21 de Abril, de segunda a sexta-feira das 10h às 22h, e nos sábados e domingos das 14h às 20h.
O Farofa Cultural esteve presente no dia do lançamento da exposição, confira no vídeo abaixo:



*Fotos cedidas pelo Blog "VickNews", da Vick Sant'Anna

24 mar/14

Espetáculo Hair

postado por Diogo Branco

Uma homenagem em forma de HQ ao espetáculo "Hair", apresentado no último final de semana em Ribeirão Preto.
Valeu, Arnaldo Júnior !

23 mar/14

Espetáculo "Parô, Palhaçada!"

postado por Diogo Branco

A noite de ontem foi marcada por muitos eventos em Ribeirão Preto: Teatros, shows, musicais e... palhaçada !
O Farofa Cultural esteve presente no encontro de artes cômicas "Faço Rir, Logo, Existo", no espetáculo "Parô, Palhaçada!", produzida pela trupe "Os Profiçççionais". A trupe, formada por um trio de palhaços incrivelmente divertido e afinado, conseguiu valorizar nesse espetáculo as famosas gags do circo tradicional, revivendo o trabalho do palhaço de picadeiro. Os palhaços arrancaram gargalhadas do caloroso público, que era formado por pessoas de todas as idades. 
O encontro de artes cômicas ainda não acabou: Todas as atividades ( incluindo um divertidíssimo jogo de Betes entre palhaços no meio da rua ) continuam durante três finais de semana ( até o dia 06/05 ). Não perca a oportunidade de dar boas risadas com palhaços que são, de fato, "profiçççionais" na arte de fazer rir: Para maiores informações, ligue para (16) 99174-4141/ (16) 99245-6767 ou acesse a página do evento, no Facebook: https://www.facebook.com/events/747713815263582/?fref=ts
Abaixo, algumas fotos do espetáculo de ontem:













22 mar/14

Sábado 22/03 : Pratos do Dia

postado por Diogo Branco

''Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite"...e o Farofa Cultural ajuda a decidir sua programação !
Conheça os "Pratos do Dia": Sugestões do Farofa Cultural para você se divertir neste sábado em Ribeirão Preto !

A trupe " Os Profiçççionais" se apresenta hoje no Evento "Faço Rir, Logo, Existo", com o espetáculo "ParÔ Palhaçada", e é um dos destaques do dia.


A Cia. Minaz retorna aos palcos do Theatro Pedro II hoje às 21h com o musical "Hair", focado nas canções do musical com arranjos para coral, solistas e banda. A sequência das músicas e a cena suprimem o texto subentendido através da encenação.
Para maiores informações do espetáculo e preços, acesse : 
http://minaz.com.br/?p=2032



Além desses, conheça outros "Pratos do dia" e aproveite seu sábado !!!


21 mar/14

Estreia do filme "Minutos Atrás" - Farofando por Aí

postado por Diogo Branco

Na última quinta-feira (20), uma avant-première fechada para alguns convidados e imprensa agitou o UCI do Ribeirão Shopping.
O filme "Minutos Atrás", estrelado por Wladimir Brichta, Otávio Muller e Paulinho Moska, relata a busca dos três personagens por uma vida melhor e utópica, com diversos passeios pelo mundo da ilusão, mas sempre de maneira lúdica.
Carol Piscitelli esteve ontem no Ribeirão Shopping, e registrou através desse evento, outra estreia: O quadro "Farofando por aí", que irá mostrar os últimos acontecimentos da nossa cidade, colhendo as mais diversas opiniões.


20 mar/14

Crítica do espetáculo Krisis

postado por Mateus Barbassa

“Realmente, vivemos tempos muito sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar.

Que tempos são estes, em que
é quase um delito
falar de coisas inocentes.
Pois implica silenciar tantos horrores!”

Sim. Essas palavras do dramaturgo alemão Bertolt Brecht se encaixam perfeitamente no espetáculo “Krisis”. A opção ética da direção da peça é mostrar que sim habitamos um mundo absolutamente sombrio. Sem nenhum tipo de melindre ou facilidades do gênero, o espetáculo enfia o dedo na ferida exposto da humanidade. E dói. Sangra. Dilacera. Mas é necessário. O mais belo aqui é que apesar de mostrar o aqui e o agora em que estamos todos inseridos, o espetáculo não se perde numa melancolia exagerada, ou num desespero ensaiado e inútil. Pelo contrário. É preciso compreender o que levou a humanidade a esse estado, pois somente essa compreensão de nossas sombras poderá nos trazer alguma possível lucidez. Porque só chegamos nesse estado de crise devido à negação de nossos instintos e desejos mais recônditos. A peça apesar de extremamente realista em sua temática contemporânea se passa num plano mental. Naquela ideia de inconsciente coletivo reforçado pelos mitos, arquétipos e tragédias gregas. Todo o nosso medo, vazio e criações mentais estão ali reforçados por uma estética que recria o surrealismo dos sonhos (e pesadelos) que temos ao dormir. Freud tinha razão ao dizer que “o sonho é a via real para o inconsciente”. E o espetáculo materializa isso tudo. Sobretudo é preciso deixar claro que é a peça é pra pessoas fortes. Sim. Porque somente os corajosos possuem a capacidade de mergulhar no caos para dali extrair alguma compreensão que seja. Temos medo do caos. Somos mentirosos. Somos habitados pela duvida, pelo medo, mas não nos encaramos. Preferimos fugir. Preferimos o entretenimento puro e simples. Preferimos curtir, curtir, curtir e compartilhar coisas inúteis nas redes sociais. Pois essa é a garantia de que todos estamos na merda. E que não há saída possível. Essa é a mensagem agonizante. Essa é a mensagem daqueles que já estão mortos e querem levar outros consigo. Daí que é um espetáculo de resistência. Sim. Porque é preciso compreender e resistir. Duas palavrinhas salvadores. O espetáculo é um cutucão naqueles que escondem suas sombras, naqueles que varrem a sujeira pra debaixo do tapete, para aqueles que desejam esquecer ou fingir que algumas coisas não existem. Não. “Krisis” é um soco no estômago. Porque como afirmou Clarice Lispector; “a vida é um soco no estômago”... 

19 mar/14

Experiência Escher em Ribeirão

postado por Diogo Branco

A divertida HQ de hoje brinca com os efeitos ilusórios da exposição "Experiência Escher" (Shopping Iguatemi).
A HQ foi produzida pelo nosso amigo cartunista e farofeiro Arnaldo Júnior !


19 mar/14

Hoje tem Sarau Lítero- Musical !

postado por Diogo Branco

Hoje em Ribeirão teremos um verdadeiro encontro de artistas.
Músicos e poetas estarão presentes no "Sarau Lítero-Musical", promovido pelo pianista Gustavo Molinari.
Participações pra lá de especiais divirão a cena com o pianista: Cristina Modé, Cyrilo Luciano, Leandro Silva, João Paulo Félix, Ed Lemos, David Messias, Raphael Heiji, Lucas Rodrigues Domingues, Eliane Ratier, Marisester Souza, Mara Senna, Marina Zamboni, Heloísa Crosio, e é claro, a nossa farofeira Cristiane Bezerra !!!
Imperdível !!!

17 mar/14

Parabéns, Elis !

postado por Diogo Branco

No dia 17 de Março comemoramos o aniversário daquela que ainda é considerada por muitos como a maior cantora do Brasil.


Nascida em Porto Alegre, Elis Regina sempre demonstrou à sua família um extremo interesse em se destacar, em mostrar sua presença de alguma forma durante seu cotidiano, e aos onze começou a cantar no programa "No Clube do Guri", na rádio Farroupilha.


Na foto acima: Elis Regina com um ano de idade, ainda em Porto Alegre-RS


Seu talento foi apresentado ao Brasil através dos festivais de música na década de 60, e mais especificamente com a música "Arrastão" de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Através dessa música, ganhou visibilidade e respaldo imediato do público.
Em 1964, assinou contrato com a TV Rio para apresentar o programa "Noite de Gala". Mudou-se em Março de daquele ano de Porto Alegre para o Rio de Janeiro, onde viveu durante uma década e participou de dezenas de programas de televisão, eternizou elos e parcerias musicais, e mostrou seu talento ao Brasil inteiro.


Elis,  em seu apartamento, impressionada com a praia de Copacabana- RJ



Em 1965, Elis se casa com Ronaldo Bôscoli. Os dois se conheceram na TV Rio.


Elis, a eterna "Pimentinha", soube ser repórter do seu tempo de uma forma criativa e corajosa (no mínimo). Buscava a perfeição no que fazia, não nivelava por baixo, não se contentava com pouco. Sua interpretação irretocável nascia do bom entendimento das letras, e ela se comprometia com isso.Sua noção de divisão, onde e como colocar notas curtas, onde sustentar uma nota, era sempre pensando na história que estava cantando. Basta pesquisar pelos seus vídeos no Youtube para entender o que estou falando: A cada vídeo e a cada música, nos deparamos com um show diferente (na amplitude da palavra "show"), uma interpretação diferente, uma artista que se reinventa com uma facilidade muito peculiar.
Eu, que escuto sua voz como uma bronca quando me diz "Ainda somos os mesmos..." décadas depois dessa música ter sido gravada, não poderia deixar de homenageá-la aqui no Farofa.

Parabéns, Elis !!!















17 mar/14

Lançamento da revista RPHQ

postado por Diogo Branco

Um grande encontro de artistas marcou a agradável noite de lançamento da terceira edição da revista RPHQ ( Ribeirão Preto em quadrinhos ).
Confira abaixo as fotos deste badalado evento, realizado na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi:


A revista "Malu - a história de uma trans", produzida por Cordeiro de Sá, foi distribuida gratuitamente no evento






O tatuador e desenhista Bro da Silva acompanhado de sua namorada Julianna Chaud




Ju Cadeco e seu marido Flávio Politi, ambos personagens da revista RPHQ.





Diogo Branco
Os farofeiros Arnaldo Júnior e Diogo Branco

Diogo Branco


Diogo Branco ao lado dos criadores da revista "Boca de Porco": Arnaldo Junior, João Alexandre,
José Luis Jabá, e Ângelo Davanço


Erica M. e J.P Trovó


Thomate Larson e Cristiano Parreira curtem a revista "Boca de Porco"


Diogo Branco, o vereador Marcos Papa e o professor Lages prestigiam o lançamento.




14 mar/14

É hoje: ''RPHQ'' na Livraria Cultura !

postado por Diogo Branco

Hoje, no shopping Iguatemi, a livraria Cultura abre suas portas para o mundo dos quadrinhos !
A partir das 19h30, quarenta e dois profissionais ( ilustradores, coloristas, designers e roteiristas) estarão presentes durante o lançamento da terceira edição da revista RPHQ, na qual nossa cidade é homenageada através de sua história, dos cenários que fazem parte do nosso cotidiano e de seus personagens populares.


Capa da edição anterior do RPHQ


Detalhe da HQ produzida por Nicolas Cardoso


"Os Rouxinóis" estão ilustrados em "Chorinho na USP" ( RPHQ)


Manga, o garçom histórico e emérito do Pinguim, se destacando na HQ "Água no Chopp" ( RPHQ)



O professor Antonio Marmo Cassoni é homenageado na HQ "Um dia qualquer no SENAC" (RPHQ)


O grande Bueno Cantor, participando da HQ "Sábado de Sol" ( RPHQ)



E é claro, o Farofa vai marcar presença nesse badalado evento ! 
Compareça você também, e prestigie essa carinhosa homenagem à nossa cidade !


12 mar/14

Blues e João da Gaita

postado por Diogo Branco



João da Gaita não vive mais em Ribeirão Preto, mas garante ao Farofa aquilo que seu público já sabia: "Tenho uma gratidão imensa por Ribeirão Preto, surgi aí, tive total respaldo do público, tive momentos impares". Grande parte destes episódios singulares foram vividos ao longo do ano passado (2013), quando sua imagem estampava dezenas de flyers e seu nome abarrotava agendas. 



Nos Estados Unidos, ele corre atrás dos seus sonhos, assegurando a todos: "It Just Depends On You" ( Só depende de Você ) .
E por lá,  não apenas seu nome mudou.  ''Minha agenda é a mais louca que vocês podem imaginar''.



Podemos imaginar, mas como gostamos de aprender com os relatos de experiências de vida, convidamos João da Gaita, John Harp ou o João Paulo (como preferir) para ser nosso primeiro entrevistado da categoria "Música".
Não apenas por ter se destacado ultimamente no cenário musical da cidade, mas também pela sua generosidade e prestatividade:

"Por sinal, ótimas perguntas! Vou responder com muito carinho"



(Além disso, começamos com um músico local pois sabemos que Ribeirão Preto é repleto de bons artistas, e não podemos deixar de puxar sardinha para o nosso lado.)

DIOGO BRANCO – Antes de começarmos a entrevista, me explica: Devo chamá-lo de João da Gaita ou de John Harp?
JOHN HARP: Primeiramente obrigado pelo convite, é uma honra estar aqui ! John Harp é a mesma coisa que João da Gaita, mas aqui no EUA eles não conseguem falar "João" então um amigo sugeriu "John Harp" .Gostei e adotei... Pode me chamar de John, gosto desse nome!

DIOGO BRANCO – John, onde o Blues acontece? Você encontrou fora do Brasil um espaço maior para dar asas ao seu sonho?
JOHN HARP- Atualmente o blues acontece em todo mundo, mas aqui na Califórnia o Westcoast Blues está bem forte. Por enquanto só encontrei pedras no meu caminho ( risos ), mas o começo é assim mesmo, é tudo novo pra mim. Sinto que estou no lugar certo, a cena musical em Los Angeles é muito forte, muita coisa acontece aqui, muita coisa nasce e renasce aqui !

DIOGO BRANCO- Assistindo suas apresentações, notei um domínio da plateia causado principalmente pela sua entrega ao palco. Em alguns casos, o blues é a emoção pessoal do indivíduo que encontra na música um veículo para se expressar. O blues te ajuda nesse sentido, ou seja, como uma forma de terapia?
JOHN HARP – Sim, totalmente. O blues é minha escola de vida, a minha vida inteira eu me dediquei a isso, doei todo meu tempo para o blues. Quando estou tocando e vejo alguém feliz, sinto que consegui mexer com os sentimentos de alguém é como se estivesse no melhor lugar do mundo.
Pra mim não importa tocar pra 6 pessoas ou 50 mil, sou o mesmo John Harp todos os dias.




DIOGO BRANCO – Existe blues que sobreviva de técnicas?
JOHN HARP- Acredito piamente que não, o blues precisa de história , precisa de caldo, se você não tem nada pra oferecer (feelings) , você não está tocando blues.

DIOGO BRANCO - Alguns mitos como Junior Wells, Carey Bell e Paul Butterfield firmaram o elo com o blues ainda na infância/adolescência. Com você, o interesse por esse estilo musical sempre existiu, ou foi amadurecendo com o tempo? Você já chegou a tocar outro estilo?
JOHN HARP- Eu escuto blues desde os meus 11 anos de idade, tenho 29 hoje, nunca toquei outro estilo musical, até o momento só toquei blues, já tentei mas não vejo ''cresce'' em mim, tocando outro estilo, o blues pra mim é como gasolina para um carro.


DIOGO BRANCO – A gaita surgiu em sua vida como um presente de um amigo. Você levou esse episódio como um sinal ou algo do tipo para começar a estudar esse instrumento? Não fosse através do seu amigo, você acredita que seria um interesse seu comprar uma gaita e se se envolver com esse instrumento da maneira como se envolve?
JOHN HARP –Sim, ganhei de um amigo e o que mais me espantou foi o que ele disse quando me deu a gaita: " Isso vai te trazer muita coisa" ...Um ano depois disso eu estava tocando 7 horas por dia . Com certeza minha missão é essa , tocar gaita.




 DIOGO BRANCO- Há uma influência de Sonny Boy Williamson em sua maneira de tocar, ou estou enganado? Ele é uma referência para você ?
JOHN HARP – Você não se enganou. Ouvi muito Sonny Boy Willianson (Rice Miller), junto com Júnior Wells,James Cotton , Jason Ricci e little Walter Sao minhas maiores influências.

 DIOGO BRANCO – Uma vez, ao telefone com você (nem sei se deve se lembrar disso), comentei que seu timbre era muito grave e se assemelhava ao de um locutor de rádio (risos). Você tem cuidados com a sua voz?
JOHN HARP - (Risos) Obrigado pelo elogio! Mas não acho minha voz muita boa , cantar pra mim é algo novo e não tenho a mesma segurança que tenho tocando, mas tenho o tempo e ele é o nosso melhor amigo. Não tenho cuidados especiais não, na verdade não tenho nenhum cuidado, só evito ar condicionado !

DIOGO BRANCO – Qual é a imagem que você acha que transmite do João da Gaita ( artista ) ? Há diferenças entre o João em cima do palco do João do dia a dia ?
JOHN HARP -Eu não sei , não tenho uma certeza. É difícil afirmar isso, mas dou o meu melhor sempre , tento transmitir o máximo de verdade possível, apenas tento por pra fora os meus sentimentos. Sim, o João no palco é o John Harp,e no dia a a dia sou o João Paulo.

 DIOGO BRANCO – Quais são os seus projetos para 2014 ? Podemos esperar mais shows seus aqui em Ribeirão Preto?
JOHN HARP –Meu projeto é continuar aqui nos EUA , gravar um clipe em julho e um material de áudio, tipo um CD (mas não será no formato de CD), tenho umas ideias e quero introduzir nesse material. Logo menos o DVD do SESC estará disponível. Foi o melhor show da minha vida, eu me desafiei em fazer algo diferente e não fiquei muito longe do que eu imaginava, esse DVD tem muita verdade e trabalho.
E Ribeirão por enquanto está distante do meus planos, mas aí é meu berço , minha área, uma hora ou outra voltarei. Tenho uma gratidão imensa por Ribeirão Preto, surgi aí, tive total respaldo do público, tive momentos impares,espero quando voltar, voltar com um show diferente, grande, algo como minha gratidão .

DIOGO BRANCO – Na sua opinião, como o artista é visto hoje em dia no Brasil ?
JOHN HARP -Depende cara, você tem inúmeros caminhos pra se escolher como músico, todos tem seu preço, mas no geral o músico hoje no Brasil não é encarado como artista, falta uma série de coisas. Eu já fui muito crítico e hoje estou tentando ser diferente, falar menos e fazer mais, música é um business como qualquer outro, se você não encarar seu negócio como uma empresa.

DIOGO BRANCO – O que João da Gaita pode deixar de recordação para a eternidade?
Gostaria que seus netos e descendentes conhecessem e ouvissem sem som ?
JOHN HARP – Claro, não apenas meu som, mas principalmente a minha história,meus antepassados me deixaram uma missão e preciso cumprir essa missão para que meus filhos e netos tenham a mesma força pra seguir em frente.

DIOGO BRANCO- Como costuma ser sua agenda por aí ? 
JOHN HARP- Minha agenda é a mais louca que vocês podem imaginar !!! Vivo uma realidade diferente, estou me adaptando ainda .



DIOGO BRANCO – Também como músico, já pude conviver, mesmo em pouco tempo, com os dois lados da moeda: Em alguns momentos, aplausos calorosos e elogios. Em outros, críticas negativas e mesas que não pagaram o couvert. Sabendo que o artista é, por sua natureza, vaidoso e muitas vezes preocupado com a imagem, como você lida com o seu ego?
JOHN HARP - Pois é, o ego é o que mais fode artistas no mundo , e trabalhar o ego é uma coisa muito difícil. Eu já cansei de passar por situações desagradáveis, como tive momentos de glória máxima. É um jogo, você tem que saber jogar, saber perder (ouvir críticas), digerir e tentar trazer isso ao seu favor. Não existe um gráfico para isso,tem que saber lidar.

 DIOGO BRANCO – O que é sucesso para você ?
JOHN HARP - É eu ter condições para dar continuidade a tudo que é importante pra mim. Não é por dinheiro, se fosse por dinheiro teria virado político, ta ligado? (Risos) É pela história, é pelos momentos. Sucesso é uma palavra mal interpretada, assim como ambição. Ambição é bom, ruim é ganância, (risos) Você não precisa vender seus shows por 200.000 dólares pra ter sucesso se você tem saúde, família e as condições para conduzir isso, você tem sucesso.


DIOGO BRANCO – Em Ribeirão Preto, qual músico te inspira ? 
JOHN HARP – Beto Leoneti !Me inspira muito !!! Muito profissional ,extraordinário músico, gente da melhor qualidade. Tive o privilégio de tocar com ele e viver alguns momentos. Betão é aquele cara que sempre vai ter uma solução pro seu problema! Agradeço a Deus pela permissão de tocar com inúmeros músicos talentosos.

DIOGO BRANCO – Para terminar esta entrevista, cite o trecho de alguma música que traduza quem é João da Gaita hoje, ou o que está sentindo no momento.
JOHN HARP - "It just depends on You " .Tudo na vida só de depende de você, qualquer coisa que você almeje está ao seu alcance, só depende de você !!




10 mar/14

Elke Maravilha em entrevista ao Farofa

postado por Diogo Branco

Mateus Barbassa conduz uma brilhante entrevista com Elke Maravilha, durante o quadro ''Barbassa entrevista''
No bate-papo, temas como amor, dinheiro e morte são discutidos de maneira genial.
Você não pode perder!

Experimente: